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O universo em mim

O universo em mim

12
Jan21

Valores

aMarques

Recentemente li um livro que me levou a pensar sobre quais eram os meus valores, após ter noção dos valores pelos quais me guio no dia-a-dia para reger a minha vida, separei cada um deles por duas categorias "valor bom" e "valor mau" , depois de ter essa divisão feita conforme me fez mais sentido, tentei perceber até que ponto é que tenho de facto sido fiel aos valores bons e porque é que me devo desfazer dos valores maus.
Ao início comecei a pensar naqueles valores básicos que os pais, as escolas, as religiões e até mesmo a sociedade nos incute como sendo os valores corretos e dignos sobre os quais devemos construir a nossa vida e apercebi-me que apesar de saber a "lenga lenga" na ponta da língua, não tenho sido leal a nenhum deles. Não quero dizer com isto que sou uma pessoa desprezível, apenas tive a consciência que só sigo os valores bons quando me é favorável, tal e qual como faço com os valores maus.
Exemplificando para ser mais prático, um dos valores bons que creio que todos nos lembramos é a honestidade, mas perdi a conta às vezes em que uma mentirinha piedosa me fez melhor proveito do que a verdade tal como ela é. No que toca a um valor mau lembrei-me da inveja, que provavelmente ainda em maior quantidade de vezes do que as mentirinhas piedosas, me aconteceu olhar para um ojecto ou feito qualquer (uma peça de roupa, um carro, um acessório, um cargo, uma boa nota académica) de alguém e desejar isso para mim. 
E fui então fazendo este exercício e descobrindo uma infindável lista de valores bons e maus que consciente ou inconscientemente eu falho ou pratico no meu dia-a-dia,  o exercício continua, porque às vezes em determinadas situações ou pensamentos deparo-me com um novo valor ou repetição do mesmo (bom ou mau), mas tem sido uma descoberta muito interessante e divertida. 
Honestamente (mesmo) é um alívio emocional colocar todos os dias em prática as mudanças que vou conseguindo fazer, tem melhorado as minhas emoções, a minha saúde emocional e isso fortalece a física sem dúvida alguma e até mesmo as minhas relações com os outros. 
Lembrando sempre que, na minha opinião, os nossos erros só se tornam derrotas quando não aprendemos e melhoramos nada com os mesmos.

09
Jan21

Cansaço da atualidade

aMarques

Ultimamente as coisas têm andado estranhas, noto as pessoas tensas e irritadas, e vejo nelas também o meu reflexo, sinto-me menos tolerante, com menos paciência.

Creio que a actualidade também não tem ajudado, acendemos a televisão e os noticiários só anunciam desgraças, os números assustadores da pandemia, os debates pouco políticos dos nossos políticos, o clima desregulado e incerto, programas com conteúdos pouco agradáveis e tudo isto acaba por mexer com a nossa mente e estado de espírito mesmo de uma forma inconsciente.

Felizmente tenho tido a oportunidade de trabalhar em casa, mas quando saio á rua a sensação é de que todos me olham de lado e eu olho para os outros com ar desconfiado, sinto-me naquele jogo que tem sido falado ultimamente, somos uma equipa mas há um assassino entre nós disfarçado. É estranho não é?

Acredito que a humanidade esteja a acusar um cansaço extremo a nível psicológico e até mesmo físico, e não é para menos. Mas também acredito que temos a capacidade de proceder bem melhor em relação a tudo isto, mas vale o que vale. Se queremos mudar o mundo temos de começar por nós próprios.

Para equilibrar um pouco a minha sanidade mental tenho optado por ler notícias uma única vez por dia e apenas aquelas que identifico como sendo importantes/necessárias para mim, quando acendo a TV opto por conteúdo de entretenimento bem leve e de preferência cómico, aumentei também o número de canecas de chá diários, descarreguei um aplicação simples de exercícios físicos guiados para fazer em casa, tenho dado prioridade á escrita e á leitura e ao meu recente hobby “Diamond painting” e acima tudo tenho brincado e mimado muito a filhota de quatro patas cá de casa. São coisas simples de se colocar em prática mas tenho notado que fortificam o escudo contra tudo o que se passa “lá fora”.

06
Jan21

Autoestima

aMarques

A autoestima é um dos pontos em que mais tenho trabalhado e mesmo assim ainda me falho bastantes vezes ... ainda estou em recuperação de uma muito longa anorexia e contínuo no processo de uma reconstrução oral/dentária, também ela igualmente longa e penosa... entre outros pontos mais insignificantes (comparativamente aos que mencionei) posso afirmar que a minha autoestima não era apenas baixa, era nula, ou até mesmo negativa!
Óbviamente fizeram troça de mim em vários momentos da minha vida, ainda hoje, aliás, me deparo com pessoas menos empáticas com comentários e conversas menos felizes. Mas isso é o menos, claro que é errado, doeu muito, agora quase não dói e não podemos ficar presos a estas situações.
Bom, até 2019 evitava qualquer tipo de evento que me fizesse sair de casa, não gostava de sair do meu espaço nem de estar perto de pessoas, ir para o trabalho já era suficientemente desafiante para mim.
As pessoas no geral eram más, os olhares eram de pena ou de troça, as conversas eram desnecessárias. Mas conheci pessoas que me levaram até outras pessoas (mais precisamente 2 pessoas que me apresentaram a outras 2 pessoas - dentista e terapeuta) e desde então os processos começaram e actualmente não está tudo acabado, se calhar estou a meio, mas foi um progresso brutal que me fez perceber o ser humano corajoso e forte que eu sou, a mulher bonita que sou com ou sem dentes, gorda ou magra e acima de tudo descobri o potencial que tenho em mim para conseguir concretizar os meus sonhos. Atualmente não me sinto intimidade por pessoas, espaços públicos ou eventos sociais (obviamente que muito mais num contexto online/digital devido ao Covid).
O meu conselho:
Olhem para o vosso espelho e vejam o belo homem/mulher que ele reflete, nunca se comparem a ninguém, somos todos diferentes e esse é o nosso super poder, percebam que dentro dessa embalagem linda está guardada uma alma maravilhosa capaz de alcançar tudo aquilo que quiser. Falem convosco, elogiem-se, empoderem-se. Todos nós merecemos amor, principalmente amor próprio, sem ele, não temos o que dar aos outros nem nunca saberemos recebe-lo dos outros.
Amem-se por dentro e por fora.

04
Jan21

Metas em curso

aMarques

Devo confessar que duas das minhas metas eram começar a acordar mais cedo para tomar o pequeno almoço tranquilamente e fazer uns minutos de exercício físico todos os dias, pois para além de nunca tomar pequeno almoço antes de iniciar mais um dia de trabalho, o meu emprego é sedentário fisicamente. Hoje é o quarto dia em que cumpro as minhas metas religiosamente e devo confessar que estou a adorar! Faz mesmo diferença e sinto-me muito melhor ao longo do dia quer física quer psicologicamente. Aumenta mesmo a minha energia, o meu apetite (sou magrinha), a minha autoestima e até durmo melhor. Quem não o faz devia experimentar, recomendo.
Até mesmo o acordar mais cedo me sabe melhor, pois levanto-me com o intuito de me cuidar e de cumprir o meu objetivo, só isso foi suficiente para mudar logo o chip que tinha no momento da alvorada que não era propriamente animador.
Espero que as vossas metas estejam ainda presentes e que estejam a conseguir cumpri-las e a tirar proveito das mesmas.
Acreditem nada sabe melhor do que cuidar de nós próprios.

03
Jan21

Relações desequilibradas

aMarques

Apesar de não ser pretendido tecer comentários ou juízos de valor para com os outros, óbviamente existem pessoas que não se enquadram na nossa vida por variados motivos, por exemplo questões de personalidade, de cultura, de estilos de vida e até mesmo valores distintos dos nossos, e não existe qualquer problema quanto a isso, porque o mesmo acontece ao contrário. A regra mais importante é respeitar as diferenças, ninguém é obrigado a relacionar-se com ninguém de forma forçada ou abusiva. Quando isto acontece, quando deixamos que alguém entre na nossa vida e permaneça nela causando desconforto e mau estar, estamos a alimentar uma relação desequilibrada ou desconfortável diria eu (acho o termo tóxico demasiado forte e abrangente para este simples tema, pois não estou a falar de agressão física, verbal ou psicológica, apenas me refiro a incompatibilidades simples). E atenção que este tipo de relações desconfortáveis podem acontecer com qualquer pessoa, um familiar, um amigo e não necessariamente apenas com pessoas que conhecemos à pouco tempo ou estamos agora a conhecer. O importante é saber quais são os nossos limites, perceber até que ponto é que essa relação não está a passar para um lado mais "abusivo". Claro que é bem mais fácil afastarmo-nos de alguém um com quem não tenhamos uma grande elo de ligação e colocarmos um ponto final tranquilo nessa questão, mas quando se trata de alguém mais chegado é preciso ter outro tato, no meu caso, recorro sempre primeiro ao diálogo, explicar o que me deixa desconfortável e tentar perceber também a outra parte e como podemos evoluir e só em último caso avanço para a questão do distanciamento, e com distanciamento não me referiro a nunca mais ver ou falar com essa pessoa (nunca me aconteceu), mas sim a nível emocional, consigo ter um diálogo com essa pessoa e sou educada e empática mas apenas dentro do "circunstâncial". E isso não faz de nós melhores ou piores pessoas, apenas somos todos diferentes e ninguém é obrigado a amar o mundo inteiro. Sinto-me inclusive grata por essas relações, ajudam-me sempre a conhecer mais um bocadinho de mim própria.

01
Jan21

2021

aMarques

Em primeiro lugar, obviamente, desejo um extraordinário ano novo para todos. Espero, do fundo do coração, que o vosso natal tenha sido tão maravilhoso como o meu e que com a chegada do novo ano se proponham a fazer mais e melhor. O relógio fez apenas com que passássemos para o ano seguinte, mas seremos nós próprios, com as nossas acções, que faremos “o” ano novo.

E se eu falhar perante os compromissos que desejo assumir comigo própria neste novo ano?

Bom, tal como escrevi anteriormente gosto de entrar no novo ano com a reflexão feita sobre o ano anterior e rever as minhas prioridades e metas, tanto as novas como aquelas em que tive menos sucesso no ano anterior. Adivinhem quem falhou logo no 1º dia? EU!

Ontem quando acordei encarreguei-me de cortar o meu próprio cabelo, porque quis e porque me senti maravilhosa depois do corte, era algo que queria que estivesse tratado quando o relógio deixasse entrar 2021. Entretanto fiz também questão de recordar às pessoas mais chegadas tudo aquilo que adorei viver com elas durante 2020 e desejar-lhes o melhor para 2021. Entre tratar destes temas, e preparar o restante para entrar no novo ano da maneira como desejava, a noite caiu e a contagem decrescente começou, o que quer dizer que apenas tinha mentalmente um ideia das novas metas e prioridades, não as tinha escritas nem comparadas e mesmo aquelas que tinha mais presentes na mente ainda não as coloquei em prática hoje. A boa notícia é que Janeiro tem 31 dias e no fim desses 31 dias ainda tenho mais 11 meses. Não estou de forma alguma a apoiar a procrastinação mas não há necessidade de entrarmos em paranóia ou desistência por termos tido uma falha. Basta apenas corrigir.

Fico-me por aqui, pois tenho uma folha de papel á espera que lhe conte as minhas metas e prioridades.

Sejam felizes e que 2021 vos permita alcançar tudo aquilo que o vosso coração mais desejar.

27
Dez20

Ano novo, vida nova !

aMarques

O ano novo já está prestes a chegar, confesso que é um marco do ano ao qual nunca dei importância... até à passagem de ano de 2019, em Dezembro de 2019 comecei um caminho pessoal que tem melhorado a 100% a minha qualidade de vida a todos os níveis, por isso mesmo faço questão de agradecer tudo ao ano passado, listar as minhas metas para o ano novo e fazer um balanço em Dezembro de tudo aquilo que cumpri, de tudo o que fiz e de tudo o que tenho a melhorar. Para mim faz-me sentido começar o ano com a noção das minhas metas e dos meus desejos, gosto de ter a minha cabeça organizada. Para listar o que pretendo divido as minhas metas por campos, como por exemplo "saúde - 30 minutos de exercício físico diários" ou "hobbie - escrever 3 vezes por semana no blog" e assim vou compondo a lista e organizando o que quero para mim. Há quem diga que na passagem de ano devemos apenas escolher uma meta de forma a ser simples de cumprir, mas para mim não funciona, uma meta por ano soa-me a muito tempo precioso desperdiçado. A frase "ano novo, vida nova" entusiasma-me muito e pretendo fazer justiça à mesma. Não no sentido negativo, mudar de vida por não gostar da que levo, mas sim vida nova no sentido de a melhorar até ao último dia e acreditem é bem mais simples do que parece! Então e aí desse lado, já pensaram a que se vão propor por vocês próprios?

23
Dez20

A vida dos nossos sonhos

aMarques

Acredito que todos nós nascemos com as ferramentas necessárias para realizar os nossos sonhos, simplesmente enquanto uns trabalham para as desenvolver e lutam pelo que querem, outros acham que dá demasiado trabalho e arrependem-se no leito da morte. Permitam-me afirmar que vamos morrer todos, óbviamente, e esta é a única certeza que temos, não é daquelas coisas "que só acontecem aos outros", por isso por favor antes de partirem façam algo por vós! Arrisquem, invistam em vocês, levantem o rabo do sofá e vão estudar, vão pintar, vão escrever, vão fazer aquilo que vos faz feliz, se a vossa cabeça idealizou isso, está nas vossas mãos tornar esse pensamento realidade! Olhem para mim, quero escrever livros e aqui estou eu a escrever pensamentos para duas ou três pessoas... o que para uns seria uma humilhação ou falhanço, para mim é um começo e vou continuar a fazer por isso, porque me deixa feliz, porque me sinto realizada quando o faço e sou extremamente grata por aquela pessoa que se disponibiliza para ler o meu texto nem que sejam apenas duas linhas.
Larguem as desculpas que encobrem toda a vossa preguiça e medo e coloquem mãos à obra! Sejam felizes! Tornem-se na vossa melhor versão! Amem-se de uma vez por todas e espalhem esse vosso brilho pelo raio do nosso mundo! Merecemos todos a vida dos nossos sonhos, e é obrigação de cada um fazer por ela, por muito esforço que isso exija, é de vocês para vocês, respeitem-se!

20
Dez20

Paixão vs. Amor

aMarques

Recentemente tive uma epifania sobre o relacionamento amoroso. Há já alguns meses que andava preocupada com a minha relação, achava que já não era como no início e que algo tinha mudado, mas nunca conseguia perceber ao fim ao cabo o que se estava a passar. Até que parei para pensar e falar no assunto... e percebi algo bastante importante, não me está a faltar nada, simplesmente cheguei a um novo patamar. Antigamente no namoro havia todo um encanto, não existia uma rotina, havia sexo varias vezes ao dia, havia discussões de ciúmes tolos, havia medo de perder e nervosismo do desconhecido, havia alguma vergonha e vontades descontroladas de abraçar ou matar a pessoa ... quem nunca? Enfim, existia toda uma lista de "namorados de fresco" que todos nós já vivemos ou conhecemos.
O que eu na verdade comecei a estranhar foi o passo seguinte que nunca o tinha dado em nenhum relacionamento, o passar da paixão para o amor, o passar da loucura para a estabilidade, fazer a travessia de descobrir o desconhecido para o compromisso com o que descobrimos.
Actualmente tenho uma relação estável, equilibrada, baseada no respeito e confiança, com muito apoio e suporte mútuo, com cedências e exigências de ambas as partes, trabalho de equipa, horas de longas conversas, umas para desabafar apenas, outras para colocar pontos nos is, com muita risada e brincadeira, com momentos difíceis e decisões importantes, com muita amizade e muitos segredos partilhados, com surpresas e mimos, em suma com muito amor, amor daquele a sério que vem cá de dentro e não apenas a paixão e a tesão. Algo mais profundo, e ao deparar-me com isso pela primeira vez assutei-me, com receio de ultrapassar a barreira do desconhecido mas afinal estou a amar a experiência. Sou uma namorada apaixonada e uma mulher amada pela pessoa que amo.

18
Dez20

Família

aMarques

Em tempo de Natal muito se fala em família, faz-me todo o sentido, só não concordo que seja preciso chegar a Dezembro para ter noção de uns quantos valores aos quais não se dá a mínima importância nos restantes onzes meses do ano, mas isso é outra história. A minha família sempre foi muito unida e tradicional até surgir um divórcio, e acreditem, foi praticamente tudo por água a baixo, ninguém fez boas escolhas e acho que ainda hoje, por vezes, vão passear as essas memórias amargas e continuam a optar pelo ódio em vez de pedir ajuda. Sorte a minha que preferi pedir e aceitar ajuda para ultrapassar e compreender dores e revoltas. Depois do divórcio tivemos de lidar com a morte de entes queridos muito importantes e lá se foi o resto da água pelo cano... enfim, episódios pelo quais quase todos nós já passámos ou conhecemos de alguma forma. Atualmente acho que a palavra família significa amor, significa confiança, são um conjunto de pessoas pequeno ou grande ou até mesmo só uma pessoa que nos ama, cuida, apoia, que está lá para nos aplaudir ou repreender conforme seja necessário. E meus caros, essas pessoas não precisam de ter o nosso sangue nas veias, apenas um pedacinho de nós nos seus corações é suficiente! O elo genético é importante, ninguém diz o contrário, mas o elo do amor vence qualquer barreira! Com isto quero dizer-vos que atualmente a familia que tenho e com a qual me dou, de sangue, é composta por quatro pessoas, mas se juntar a toda a minha família, somos cerca de doze... sou amada e amo-os a todos e não consigo encontrar distinção na maneira como sou tratada por uns ou por outros nem há diferença na forma como os trato a todos. O amor é inesgotável, e quanto mais o dividimos mais ele se multiplica em nós.
Não só nesta época natalícia, mas todos os dias da nossa vida, amem e sejam amados, sejam felizes e façam feliz quem feliz vos faz.

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